Olá, meus colegas!
O Distrito Federal ocupa, segundo o Correio Brasiliense de hoje, o primeiro lugar em tráfico de drogas próximo, se não dentro, das escolas públicas do Distrito Federal.
Pasmem, o percentual de ocorrência é de 53,2% nos estabelecimentos de ensino público, constituindo " a maior proporção do país ". A menor ocorrência está com o Piauí, representado por 15,3% de suas escolas.
O desencanto com a escola, em especial a pública, para muitas crianças e adolescentes começa bem cedo. Queiramos ou não, a escola torna-se o segundo lar desses pequenos, quando não o primeiro. Sonham em ali encontrar um lugar acolhedor, bonito porque não?, novos amigos e possibilidades de um futuro promissor. Mas, rapidamente, em vários casos, começam a dizer: " essa escola é uma droga ..." São vários os motivos que geram tal descontentamento: problemas familiares e falta de exemplos positivos dentro de casa; escola mal cuidada, sem cor e sem "cheiro" de coisa boa; o professor carrancudo que desconta nos alunos seus desencantos; disciplinas ministradas sem contexto, parecendo terem vindo de Marte; a Língua Estrangeira continua "estrangeira" para "inglês ver", não vai além do "To Be or not To Be"; a produção de texto é muito limitada, limitando o raciocínio do aluno; a acolhida dos alunos feita pela escola no início de cada semestre é a mesma, restringindo-se na maioria das vezes a ler regulamentos, normas de condutas, direitos e obrigações, e por aí vai.
Nesses momentos, surgem os aliciadores para levá-los ao mundo da marginalização, prometendo-lhes "viajar" para além dos problemas, ganhar uma "graninha fácil", ter o eletrônico, a roupa ou o tênis da moda.
Sou professora da educação profissional de nível técnico, na rede pública, e percebo a grande diferença, ainda presente na mesma sala de aula, entre os alunos oriundos da escola pública e aqueles que frequentam ou frequentaram colégios particulares. Até os ânimos ou conversas, salvo exceções, são diferentes.
Confesso que também me desencantei com a escola pública regular. Meus filhos iniciaram os estudos em escola pública consideradas modelo, mas de tanto ver o que não devia e constatar que as próprias diretoras e professoras, em sua maioria, mantinham seus filhos em escolas particulares, pensei: se elas mesmas não deixam seus filhos aqui, qual futuro quero para meus filhos??
Reconheço que houve melhoras, mas ainda são muito poucas e pontuais.
Não é de hoje que venho acompanhando um grande número de adolescentes do CNB (escola do Núcleo Bandeirante), em pleno horário das aulas, uniformizados caminhando em direção à linha férrea levando cerveja e drogas. Será que a escola não acompanha o porque das faltas ás aulas?
Já no decorrer da primeira aula, se meu filho (ensino médio) ou minha filha (7º ano) não estiverem em sala, a coordenação me liga imediatamente para saber o que aconteceu. O mesmo acontece no caso de não terem feito as tarefas ou provas daquele dia.
Precisamos de ações mais enérgicas e pontuais envolvendo família, escola e governo com apoio de toda e qualquer mídia. Isso é para ontem, basta de "blá, blá, blá".
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