sexta-feira, outubro 14, 2011

O MUNDO EM CRISE: questão de reeducação econômica e sensibilidade dos Governos.

A vontade e a união sincera do G20 levará à vitória de todos.

O momento econômico atual, nesse mundo globalizado, é de muitas apreensões e expectativas. Alguns países, mais do que outros, estão sentindo na pele os efeitos de uma recessão econômica que teima em se manter, apesar de certas tentativas de controlá-la ou minimizá-la. O pivô dessa situação encontra-se na recente história da crise imobiliária nos Estados Unidos (em 2008) além do excesso de créditos para tudo a mais que o consumidor desejasse, porém os juros passaram a ser exorbitantes gerando inadimplência em massa. O mesmo começou a ocorrer na Europa somados aos excessos de benefícios pagos pelos Estados.

Em recente reportagem a presidenta Dilma Rousseff levantou críticas em relação à atuação do FMI (– Fundo Monetário Internacional (organização criada, ao final da Segunda Guerra Mundial,  pela ONU – Organização das Nações Unidas) sobre a forma como tem sido feita a administração da crise internacional. Essas criticas fundamentam-se nas imposições que essa organização impõe aos países que se encontram endividados, como a severa austeridade nos gastos públicos constituindo, assim, um mecanismo para saírem da crise e conseguir, se for o caso, empréstimo desse Fundo para equilibrar suas contas. Porém, lembrou a presidenta, o Brasil nos anos 80 e 90 experimentou grande estagnação em sua economia ao adotar tais recomendações dentre elas a redução de investimentos e consumo.

No prosseguir dos anos, o Brasil buscou alternativas próprias. Adotou políticas até então consideradas arrojadas: pagou a dívida externa brasileira (o grande impecilho ao nosso crescimento), resolveu investir no mercado interno e ao mesmo tempo implantar programas que levassem à inclusão social, buscou equilibrar as contas internas e aumentar a arrecadação de tributos por meio do aumento de controle e fiscalização, implantou instrumentos de controle da inflação sem penalizar o consumo e o crescimento, ampliou a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes inclusive pelo interior do Brasil contribuindo para a permanência do cidadão e desenvolvimento local.

Uma das vantagens desse mundo globalizado é a de que todos os governos podem perceber que precisam uns dos outros para que todos possam ganhar, e para isso todos têm uma gama de informações agregadas de valor. Precisam partir imediatamente para a transformação dessas informações.
A oportunidade está, portanto, na reunião do G20 que acontece hoje e amanhã na França, onde se reunirão os ministros das Finanças e os presidentes de bancos centrais desse grupo. Porém os Estados do G20 devem estar juntos aos seus banqueiros, pois a responsabilidade não é só dos bancos e do setor privado.
Um abraço a todos e a todas.



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