| A vontade e a união sincera do G20 levará à vitória de todos. |
O momento econômico atual, nesse mundo globalizado, é de
muitas apreensões e expectativas. Alguns países, mais do que outros, estão
sentindo na pele os efeitos de uma recessão econômica que teima em se manter,
apesar de certas tentativas de controlá-la ou minimizá-la. O pivô dessa
situação encontra-se na recente história da crise imobiliária nos Estados
Unidos (em 2008) além do excesso de créditos para tudo a mais que o consumidor
desejasse, porém os juros passaram a ser exorbitantes gerando inadimplência em
massa. O mesmo começou a ocorrer na Europa somados aos excessos de benefícios
pagos pelos Estados.
Em recente reportagem a presidenta Dilma Rousseff levantou
críticas em relação à atuação do FMI (– Fundo Monetário Internacional (organização
criada, ao final da Segunda Guerra Mundial, pela ONU – Organização das Nações Unidas)
sobre a forma como tem sido feita a administração da crise internacional. Essas
criticas fundamentam-se nas imposições que essa organização impõe aos países
que se encontram endividados, como a severa austeridade nos gastos públicos constituindo,
assim, um mecanismo para saírem da crise e conseguir, se for o caso, empréstimo
desse Fundo para equilibrar suas contas. Porém, lembrou a presidenta, o Brasil
nos anos 80 e 90 experimentou grande estagnação em sua economia ao adotar tais
recomendações dentre elas a redução de investimentos e consumo.
No prosseguir dos anos, o Brasil buscou alternativas
próprias. Adotou políticas até então consideradas arrojadas: pagou a dívida
externa brasileira (o grande impecilho ao nosso crescimento), resolveu investir
no mercado interno e ao mesmo tempo implantar programas que levassem à inclusão
social, buscou equilibrar as contas internas e aumentar a arrecadação de
tributos por meio do aumento de controle e fiscalização, implantou instrumentos
de controle da inflação sem penalizar o consumo e o crescimento, ampliou a
oferta de cursos técnicos e profissionalizantes inclusive pelo interior do
Brasil contribuindo para a permanência do cidadão e desenvolvimento local.
Uma das vantagens desse mundo globalizado é a de que todos
os governos podem perceber que precisam uns dos outros para que todos possam ganhar,
e para isso todos têm uma gama de informações agregadas de valor. Precisam
partir imediatamente para a transformação dessas informações.
A oportunidade
está, portanto, na reunião do G20 que acontece hoje e amanhã na França, onde se
reunirão os ministros das Finanças e os presidentes de bancos centrais desse
grupo. Porém os Estados do G20 devem estar juntos aos seus banqueiros, pois a
responsabilidade não é só dos bancos e do setor privado.
Um abraço a todos e a todas.
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