domingo, junho 30, 2013

Violência, Escolas Públicas "Feias" e Jovens: qual a relação?

Escola Pública com o mesmo padrão de Escola Particular.
Queremos, e merecemos, Educação de 1º mundo. É a minha e a sua bandeira, na manifestação, 20Jun2013, em Brasília-DF.
Melhoramos, é verdade, em alguns aspectos, mas ainda é muito pouco.
Foto de Thélia Theóphilo Bezerra


A violência maior é não proporcionar perspectivas aos Jovens Estudantes
Manifestação na Esplanada em favor de várias causas, dentre elas: educação, saúde e segurança. Fora à Violência, de qualquer tipo.
Foto de Thélia Theóphilo Bezerra
Olá,

acabo de ler mais uma reportagem  no Correio Braziliense cujo centro é o aluno de escola pública do Distrito Federal, que me faz sentir indignada: o "estudante brasiliense está mais suscetível à violência", conforme Pesquisa Nacional de Saúde Escolar realizada pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Fonte da imagem: site Correio Braziliense - 30/6/2013.
A entrada/saída da escola não parece acolhedora.


Para mim, não há desculpas plausíveis em face de tantos recursos tecnológicos, estruturais e humanos disponíveis que poderiam traduzir-se em resultados eficazes por meio de uma educação acolhedora, humana, atrativa que mostre aos alunos um mundo de possibilidades positivas.
As perguntas que faço são as seguintes:
·         Porque as escolas públicas do DF, em sua esmagadora maioria, ainda possuem:
o    Uma fachada feia, que nos lembram prisão e ambientes de castigo?
o   Grades para tudo que é lado, como verdadeiras gaiolas?
o   Carteiras escolares em péssimo estado, desconfortáveis e do tempo do ronca?
o   Mais cimento do que jardins bonitos e bem cuidados?
o   Banheiros que mais parecem chiqueiros, sem “perfume”, com papel higiênico (quando tem) exposto à poeira e à água, uma ou todas as torneiras das pias sem funcionar?
o   Bebedouros que mais parecem comedouros de animais?
o   Currículos descontextualizados e pouco atrativos?
*  Aulas de Inglês, só para inglês ver - To be or not to be, do começo ao fim?
* Laboratórios só uma vez por semana, ou por mês e quando tem?
* Educação física limitada a jogar futebol e queimadas?
o   Bibliotecas com livros empoeirados e, há muito, desatualizados?
o   Acesso à biblioteca só com autorização do professor ou quando tiver “pesquisa” para fazer?
o   Professores desmotivados, carrancudos e que, ainda assim, se acham melhores que seus alunos?
o   Professores que "não sabem” o que estão fazendo na escola e na profissão?.
o   Quadras de chão batido, ou cimentadas de qualquer jeito?
o   Tetos de isopor, já escuras parecem ter fungos e corroídas pelo tempo?
o   Paredes pichadas, iluminação precária, cores das paredes nada alegres (parecem pintadas com tinta “Xadrez” e cal)?
o   Alguns que pensam e ainda dizem: tudo isso, não faz mal?

As respostas estão nas reações dos alunos, estampadas em seu desprezo ao ambiente escolar que em alguns casos lembram o seu ambiente familiar (sem aconchego, sem amor, sem cheiros e sem cor).

Desse modo, o ambiente das ruas é mais atrativo: pois é amplo, tem muitas experiências BOAS, mas também MUITAS, MÁS,  disponíveis, tem mais cor, tem mais perfume, tem mais calor.

A seguir, algumas fotos que tirei durante a manifestação na Esplanada dos Ministérios em Junho_2013.
A maioria dos manifestantes são da Paz, apesar da presença de vândalos.
Manifestação na Esplanada dos Ministérios - 20Jun2013.
Vândalos invadiram o Itamaraty, quebraram vidros. Foto de Thélia Theóphilo Bezerra
A Paz deve imperar mesmo diante das crises.
Manifestantes, dia 20Jun2013, em frente à Catedral de Brasília.
Foto de Thélia Theóphilo Bezerra

Sem Educação eficiente não teremos Saúde e nem Segurança.
O texto diz: Sem Educação eficiente não se tem Saúde e nem Segurança.
Por Thélia Theóphilo Bezerra.


Aqui deixo um grande abraço a todos e peço que compartilhem esse blog em suas redes sociais. Obrigada!



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