domingo, outubro 20, 2013

A falta de respeito, em sala, ainda impera.


Olá,

Vou lhes contar um fato emblemático, que talvez ainda seja comum em algumas outras escolas.
Outro dia, bem recente, recebi a visita de alguns alunos questionando o que fazer para substituir um professor que não está atendendo suas expectativas.
Indaguei, no entanto, o por quê desse desejo da turma quando então me relataram situações que acreditava não fazer parte, ainda, das atitudes do referido professor.
Nosso nobre colega, colocando-se em um pedestal perante a turma afirmou que se o aluno não estava ainda entendendo o assunto era sinal de que o grande problema estava entre o computador e a cadeira.
Essa atitude desrespeitosa, naturalmente, passou a mensagem para o restante da turma que se não entendesse, de primeira, suas explicações correria sério risco de ser taxado de burro caso precisasse de  nova explicação.
Ora, isso é constrangedor para os alunos mais humildes ou com maiores dificuldades de assimilação.
Porém, os alunos que me trouxeram a queixa sentiram-se inclinados a responder na  mesma moeda ao professor com as seguintes palavras:
- Professor! será que o problema, na verdade, não estaria entre o quadro e a sua mesa???
Só não o fizeram para não piorar a situação ou se verem "marcados" pelo professor durante todo o semestre.
Somaram-se a essa situação os fatos de que a) o professor ministra seu conteúdo seguindo, o tempo todo, um livro dando a entender que não tem material próprio uma vez que não disponibilizou nenhum material de apoio; b) cobra conteúdos que não foi abordado em sala de aula; c) vez ou outra falta às aulas sem ter dado satisfação, ou libera mais cedo porque não quer perder a partida de futebol.
Naquele momento, sugeri que relatassem por escrito e com a assinatura dos alunos por meio de requerimento direcionado à coordenadoria do curso e à direção, para as devidas providências de reorientar o professor.
Como se trata de escola pública, raramente esse professor será substituído...
O que desencanta, nossos alunos, é testemunharem situações como essas vindas de quem teria por obrigação nobre respeitar seus alunos com todas as suas limitações e por isso mesmo buscar meios de auxiliá-los.

Até mais.

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