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| ETB - Escola Técnica de Brasília. Foto de Thélia Theóphilo Bezerra |
"Criança de 8 anos teria participado a assalto em mansão do Lago Norte Ele entrou na residência com dois jovens, mas o trio agiu a mando de outras pessoas, segundo policiais.
(...) A criança teria ficado com a responsabilidade de vigiar as vítimas. Teria feito ameaças falando que “caso não ficassem quietas, ele gritaria para chamar o adolescente de 17 anos”. O jovem, por sua vez, teria dito que, se os moradores escondessem algo ou tentassem pedir ajuda “daria um tiro e que nada aconteceria, por ser adolescente”.
Pode-se ainda, em alguns casos, considerar que haja total inocência nas falas e atitudes de algumas crianças. Em outros, a depender do contexto, de suas vivências, passadas e atuais, nem tanto...
Abro aqui a polêmica sobre a maioridade penal e a necessidade de se discutir não mais, mas traçar ações urgentes para redimir famílias inteiras em situação de risco, cujas crianças e adolescentes estão, a cada dia, sendo aliciados, doutrinados por bandidos refinados.
Para que você, leitor, entenda essa minha fala veja a reportagem completa nesse link:
A escola, portanto, deve ser utilizada com um dos instrumentos eficazes desse conjunto de ações urgentes.
Porém, é desalentador encontrarmos docentes com uma visão ainda estreita sobre o que representa a educação regular ou profissional para a vida dessas crianças e adolescentes. Para tais docentes, pasmem, a função da escola é a de ensinar o B A - BA ou um ofício.
Para eles, a família, a igreja e o Estado que se virem para complementar o que lhes falta: amor, lazer, acolhimento, esportes, diversão e outros.
Alguns desses profissionais dizem: estou aqui apenas para passar o meu conteúdo, não estou aqui para servir-lhes de babá, pais substitutos ou de palhaço fazendo-os rir.
Mas é claro que não são babás, pais ou palhaços. Mas, são pessoas que podem ajudar a transformar a vida de outras tantas pessoas, e isso inclui serem amorosos, acolhedores nas palavras utilizadas para ensinar-lhes os conteúdos formais, fazendo-os, sim, ver que eles podem, ver além do que a matéria em si propõe: ver um mundo contextualizado, associando outros saberes ao que está se aprendendo e ver as grandes oportunidades que se abrem para os alunos que estejam preparados.
Esse modo de abordar conteúdos formais pode, e deveria, ser implementado como regra obrigatória desde a educação infantil de maneira que a criança de hoje, mesmo passando agruras em seu lar, encontrasse na escola possibilidades de sonhar um futuro mais feliz e que se instalasse firmemente em seu espírito uma vontade guerreira de ser mais um vencedor contra as tentações do mundo do crime.
A escola seria o seu forte, o seu escudo diante das adversidades da vida.
Talvez alguns professores não saibam que, para muitas crianças e adolescentes, é na escola que elas estariam muito mais seguras.
Até mais,

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