Olá amigo(a)s!
Como coordenadora de curso de vez em quando enfrento abaixo-assinados de alunos questionando a didática do professor e muitas vezes a capacidade e conhecimento desse docente. Em outra situação, eu como professora presencio situações em sala de aula que me constrange, deixa-me indignada com certas atitudes de um grupo de alunos, geralmente àqueles que acham que sabem muito, mas conversam muito, saem muito da sala de aula e até faltam muito, e ainda se acham cheios de razão.
Uma dessas situações foi justamente a elaboração de um abaixo-assinado. Talvez fosse por conta de os computadores não estarem funcionando plenamente em relação ao acesso à Internet; talvez porquê os programas que eu havia solicitado não estavam ainda instalados e talvez porquê não consegui avançar no conteúdo previsto para aquele dia pois as pastas e arquivos estavam travando.
De qualquer modo, qualquer que fosse o motivo que ensejou na produção daquele abaixo-assinado para mim foi uma falta de respeito, falta de ética mesmo, afinal estamos em um mesmo barco.
Acredito que uma boa conversa e esclarecimentos podem sanar muitos problemas e até evitar conflitos maiores. Não entendi a atitude, até porque momentos antes já havia lhes informado que o CPD estava tentando adequar os laboratórios às exigências de vários professores uma vez que a demanda para esse bimestre ultrapassou a oferta.
Em suma, o que se espera de pessoas que se colocam no caminho da profissionalização é que exponha ao professor a situação de forma clara, educada e ética. Um abaixo-assinado cabe quando não foi possível uma solução pelas vias normais em que se inclui o professor. De repente ele assinaria esse documento para corroborar os reclamos justos dos alunos. Mas se o problema é de fato com o professor, por conta da sua didática ou exemplos, por quê não conversar com ele antes de qualquer tomada de ação? Nesse sentido, só caberia se estivessem esgotadas as possibilidades de entendimento com o professor. Situação essa que ocorre quando o professor não é aberto à conversa com os aluno, ou quando o professor se coloca em um pedestal como dono exclusivo do saber e não admite ser contestado.
Mesmo assim, amigos e amigas, mesmo para contestarmos algo que julgamos estar com a razão devemos usar de educação e acima de tudo ética.
Um comentário:
Lazulli,
Durante os quatro anos de faculdade de pedagogia, vivi muitas situaçoes parecidas como esta que você relatou. Muitos alunos que reclamavam por tudo, que iam até o fim de suas brigas contra professores (sem lembrar que muitos deles sao reféns de um sistema de ensino), e agiram muitas vezes sem ética nenhuma com aquilo que lutavam. Eu adoro a democracia, adoro o poder da palavra que cada um pode ter, mas sinceramente me decepciono quando este meio de comunicaçao é mal usado. Agora faço um mestrado na Suiça e, por razoes culturais, aqui isso se passa de forma bem diferente. Mesmo que ocasionalmente o sistema seja o extremo oposto, o que pode me incomodar também, nao vejo alunos afrontando professores por um motivo simples, tao simples, que pode começar por "nao ir com a cara do professor", como acontecia nas épocas de graduaçao.
Pena isso, muita pena, mas se hoje em dia todos podem contestar por tudo e contra todos, o respeito e a ética se foram. De todas as partes!
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