Olá turma,
amanheci "inspirada" após terem tentado furtar o meu carro na festinha junina de ontem à noite. Vê se pode!
Daí pensei: se a educação é um dos pilares de organização da sociedade, e se esta encontra-se desorganizada com certeza os reflexos disso vai ser sentido por cada um de nós. O reflexo do desrespeito com o patrimônio alheio; o reflexo pela injustiça social; o reflexo de ver aquilo que o outro tem e querer para si, mas não perceber as possibilidades que poderiam fazê-lo ter o que o outro tem.
Daí ao ler os jornais, novamente pensei....
Para que serve mesmo o ENADE ?
Um dos grandes instrumentos apropriados para obter-se um feed-back de um projeto, proposta de trabalho, e desempenho de alunos, a exemplo do ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), ainda é a avaliação. Essa se dá de diversos modos tais como: realização de práticas para testar a teoria “aprendida”, ou realização de provas teóricas para corroborar o poder da decoreba além de permitir ao aluno internalizar os conceitos fundamentais. Na perspectiva da reconstrução do conhecimento permite-se criar novos conceitos rompendo ou mesclando com os anteriores.
O objetivo do ENADE é o de diagnosticar como anda o desempenho dos alunos da educação superior em nosso país. Segundo o que se observa nas notícias dos jornais impressos ou televisivos, e principalmente no interior de instituições superiores é que a situação não anda nada boa. Ou seja, parece que está piorando.
Na avaliação mais recente do ENADE as questões sãoconstatadas pelos números. Apenas 1,6% dos cursos privados tirou nota 5, que representa a nota máxima nesse exame anteriormente chamado de Provão.
Porém, felizmente, as instituições PÚBLICAS continuam as melhores na avaliação, pois 21,2% atingiram a MELHOR nota (5), apesar de 16,9% delas terem alcançado a nota mínima.
Em compensação, vejam só que disparate: 30,2% dos cursos superiores privados receberam a nota 1 – o PIOR conceito. Já pensaram no desespero desses alunos se souberem disso? Principalmente aqueles que sonham em se destacar no mercado de trabalho e não têm dinheiro para pagar uma faculdade melhor ou condições de estudar numa instituição publica.
Somando-se a esses números basta-nos lembrar das inúmeras funções e responsabilidades, eu diria MISSÃO, do ensino superior, público ou privado: formar a sociedade (re)construtora e alimentadora do conhecimento. Dela citamos como exemplo: professores, engenheiros, músicos, dentistas, e todos eles com potenciais de serem também pesquisadores e cientistas de suas áreas de formação. Todos com potencial para doarem uma parcela que seja de seus saberes e transformar para melhor, assim, as sociedades.
Vedar os olhos para tudo isso é crime de responsabilidade contra o futuro do país, pois vivemos diante de exigências contínuas de preparo para enfrentar os desafios do mundo globalizado. Não atentar para isso é empurrar os poucos cérebros pensantes, que se formaram com qualidade, para outro país, ou submetê-los a atrofia de seus saberes quando não têm a “sorte” de encontrar um porto seguro.
Vagas? Estão até sobrando nas instituições de ensino superior. A maioria das particulares disputam alunos no laço. Nas públicas depara-se com a desmotivação de uma parcela de professores que por sua vez desmotivam os alunos. Os motivos são vários, passam por: falta de AMOR à profissão; descompromisso com o ensino, baixos salários, matriz curricular rígida que em alguns casos só permite atualização se aprovada por uma equipe de burocratas lotados em secretarias e afastados há muito da vivência escolar e do mercado de trabalho, etc..., etc....
Quem sabe se “nóis” blogando para todo mundo esses fatos, de repente não mais que de repente somemos soluções ativas?
Um abração...
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