Olá colaboradores,
O nosso bate-papo, hoje, procura trazer à tona o que de vez em quando, ou de quando em vez, ocupa nossa atenção: A influência dos programas infantis na formação dos futuros adultos, hoje ainda crianças.
Não é de estranhar o retorno dessa discussão diante do aumento gradativo e constante de comportamentos agressivos, de intolerância, de impaciência das crianças umas com as outras. Sabemos que são vários os fatores que contribuem para a ocorrência desse quadro, nascido muitas vezes de estrutura familiar desajustada; e/ou pais que achem normal e até incentivam suas crianças a partir para cima dos coleguinhas em suas desavenças; e/ou crianças presenciando brigas dos pais que vão além das palavras agressivas e desrespeitosas; e/ou crianças assistindo junto com os pais a filmes de violência, estupro e por aí vai, e quando questionados alguns dizem: " é para eles 'aprenderem' a enfrentar a vida mais tarde", ou a "vida é assim mesmo". Que lástima!
Apesar disso tudo, e por isso mesmo, multiplicam-se pesquisas focando a violência infantil.
Entre essas surge uma novidade partindo do Governo Federal. Achei interessante a proposta do Ministério da Justiça em realizar uma pesquisa qualitativa por 10 cidades brasileiras, com pelo menos 10 mil crianças e adolescentes. O objetivo será o de observar e captar informações sobre o Impacto da TV na Mente Infantil, e será também agregada à pesquisa as impressões sobre a classificação indicativa de programações que entrará em vigor dia 27 de junho próximo.
A pesquisa pretenderá acompanhar, em um segundo momento, um grupo de crianças e jovens durante uma década para assim retratar as possíveis influências da programação na formação delas.
Bom! Apesar do estudo ser válido, demonstrando assim uma preocupação federal no sentido de constatar o que a maioria dos pesquisadores, e nós, já sabemos, seria interessante também adotar outras medidas (inclusive educativas) paralelas que afetem os pais dessas crianças e adolescentes.
Porém, seria também interessante não esperarmos pela tabulação dos dados e "conclusões finais" daqui a 10 anos. Existem muitos estudos interessantes que apontam alguns caminhos para a redução de tamanha violência, que poderiam e deveriam receber créditos e operacionalização imediata.
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